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9 sambas que ficaram na memória

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Alguns torcem o nariz para os novos rumos dos sambas cariocas, mas o certo é que muitos sambas do passado não saem da cabaça de muita gente. Anos se passam e basta tocar os primeiros acordes de um samba que a gente ama pra sairmos cantando como se não houvesse amanhã.

A nova safra de sambas continua fazendo a felicidade dos sambistas – desfilantes ou não – e simpatizantes, mas muita coisa mudou e hoje em dia samba não toca mais no rádio como antigamente, CD já não vende como antigamente e o gênero compete na internet com uma avalanche musical durante o ano todo. Sendo assim, quando um samba de hoje em dia pega é porque é MUITO BOM MESMO.

Saudosistas ou não, fizemos uma lista com alguns dos sambas do passado que reforçam a paixão de quem “não é ruim da cabeça, nem doente do pé”. Aproveite pra relembrar e colocar pra tocar. Sambar faz bem.

Confira a seleção que tem desde samba que ajudou escolas a serem campeãs a sambas que entraram pra história mesmo sem título:

Salgueiro – “Explode Coração” (1993)

Em 1993, o Salgueiro fez um dos mais memoráveis desfiles da Sapucaí de todos os tempos. Com “Peguei um Ita no Norte”, que contava a história da viagem costeira entre Belém e o Rio de Janeiro feita a bordo do vapor “Itapé”, a escola faturou o título daquele ano.

União da Ilha do Governador – “É hoje O Dia” (1982)

Um dos mais regravados e conhecidos sambas de todos os tempos, “É Hoje” foi inspirado em uma das ótimas histórias do cartunista Lan e ajudou a Ilha a ganhar a simpatia de muita gente. A escola não foi campeã, mas o samba é tão ou mais conhecido que o “Bum-bum paticumbum prugurundum” da campeã daquele ano, Império Serrano.

Mocidade – Sonhar não custa nada! Ou quase nada (1992)

A Mocidade também não foi a campeã do ano de 1992, mas o samba de Paulinho Mocidade, Dico da Viola e Moleque Silveira, é inesquecível. Quem não se lembra de versos como “Sonhar não custa nada, se o meu sonho é tão real…”?

Mangueira – Atrás da Verde e Rosa só não vai quem já morreu (1994)

Em 1994, a Mangueira levou pra Avenida o enredo “Atrás da Verde e Rosa só não vai quem já morreu”, mas o resultado  do desfile – a escola ficou em 12º lugar – não combina com o sucesso que o samba fez na época e faz até hoje. Muita gente por aí canta o samba achando que tá cantando uma obra que embalou um desfile campeão, posso apostar. Relembre a gravação oficial do samba, que tem participação especial de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Bethânia e a voz eterna de Jamelão.

Império Serrano – Bumbum paticumbum, prugurundum (1982)

O Império Serrano atravessou a Avenida no Carnaval de 1982 com o enredo “Bumbum paticumbum, prugurundum” e o samba embalou a escola ao título daquele ano. O samba se eternizou e é cantado até os dias de hoje. A escola de Ivone Lara, Arlindo Cruz e companhia é berço de grandes compositores e já nos brindou com grandes sambas.

Império Serrano – Aquarela Brasileira (1964)

Como falado anteriormente, a escola da Serrinha nos brinda com grandes sambas há muito tempo. Prova disso é que, em 1964, a verde e branco desfilava com “Aquarela Brasileira”, um clássico da nossa cultura. O samba, inspirado na música “Aquarela do Brasil, de Ary Barroso,” é tão bom que foi reeditado em 2004 pela escola.

Mangueira – Caymmi mostra ao mundo o que a Bahia e a Mangueira têm (1986)

Uma homenagem a Dorival Caymmi levou a Mangueira ao título do Carnaval de 1986. Não chega a ser uma surpresa um samba que fale de um compositor do gabarito de Caymmi render uma bela obra, mas a Mangueira fez o dever de casa direitinho. Versos como “Tem xinxim e acarajé, tamborim e samba no pé”são cantados a plenos pulmões por muitos sambistas até hoje, mangueirenses ou não.

Imperatriz Leopoldinense – Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós (1989)

Inspirado no refrão do Hino da Proclamação da República, “Liberdade, liberdade” é um dos sambas mais conhecidos do Carnaval Carioca e já foi até tema de abertura de novela da TV Globo. O enredo contava a história do fim da monarquia brasileira, da proclamação da república e seus personagens. A Imperatriz foi campeã naquele ano, superando o marcante desfile da Beija-Flor de Joãosinho Trinta, “Ratos e Urubus, larguem a minha fantasia”.

Portela – Contos de Areia (1984)

Difícil escolher um samba da Portela pra colocar nessa lista de sambas inesquecíveis. A grande campeã da folia, com 22 títulos conquistados, não poderia ficar de fora. Os compositores da Azul-e-Branco de Oswaldo Cruz e Madureira não brincam em serviço. Para justificar esta afirmação, selecionamos o samba campeão de 1984 da Majestade do Samba. Assim como aconteceu em 2017, quando a Portela dividiu o título com a Mocidade, em 84 a agremiação venceu o carnaval com a Mangueira.

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