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Beija-Flor emocionou com homenagem ao Maranhão e a Joãosinho Trinta

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Penúltima agremiação a entrar na Marquês de Sapucaí no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial, a Beija-Flor de Nilópolis apresentou, em termos plásticos, talvez o mais belo conjunto de alegorias e fantasias de sua história de sucesso no Sambódromo carioca. Os carros gigantescos criados pela comissão de carnaval formada por Fran Sérgio, Ubiratan Silva, Victor Santos e André Cezari para ilustrar o enredo “São Luís – O Poema Encantado do Maranhão”, tinham acabamento primoroso.

Embalados pela voz inconfundível de Neguinho da Beija-Flor e pela bateria comandada pelos mestres Rodney e Plínio, os componentes da azul e branco entraram na pista cantando forte e cientes de que, pelo que haviam visto durante a concentração da Avenida Presidente Vargas, a a escola estava preparada para buscar o bicampeonato. Os mais de 400 integrantes de grupos folclóricos do estado homenageado no enredo e que vieram de São Luís para participarem do espetáculo não deixaram, em termos de animação e canto, nada a dever em relação ao desempenho da comunidade que cumpriu, desde novembro passado, a rigorosa agenda de ensaios programada pelo diretor de carnaval e geral de harmonia, Laíla.

A homenagem a Joãosinho Trinta, carnavalesco nascido em São Luís e que morreu em dezembro e que ajudou a escola a conquistar cinco de seus 12 títulos, emocionou. O trono reservado no carro, onde “o gênio João”, como citado na letra do samba, estaria para ser aplaudido pelo público no encerramento do espetáculo entrou vazio, tendo na parte acoplada, uma referência a uma das criações mais brilhantes do artista: o carro do Cristo, que, no desfile de 1986, no enredo “Ratos e urubus rasguem a minha fantasia”, atravessou a Avenida coberto. Desta vez, o plástico preto semelhante ao usado no desfile original, foi retirado em frente ao setor 1, revelando o rosto do carnavalesco no lugar onde deveria estar o do Cristo. Com 260 componentes caracterizados de mendigos, assim como ocorreu no desfile original, foram uma atração à parte.

Maranhenses ilustres como as cantoras Alcione e Rita Ribeiro desfilaram na escola, que deve ser penalizada com a perda de alguns décimos, no quesito evolução. Com medo de perder pontos por exceder o horário máximo de desfile de 120 minutos, alguns componentes entraram na Avenida correndo. Mas a escola acabou concluindo sua apresentação oito minutos antes do tempo previsto pelo regulamento.

Apesar dos problemas, a Beija-Flor deixou a Avenida apontada por muitos como uma das favoritas ao título.

 

Fotos: Divulgação/RIOTUR

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