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Grupo de Acesso SP: Camisa e Independente são as favoritas para subirem ao Grupo Especial

Foto: Paulo Pinto / LIGASP / Fotos Públicas

O domingo de carnaval em São Paulo ficou reservado para as oito escolas do Grupo de Acesso, que brigam por duas vagas no Grupo de Elite Paulistano. A primeira a pisar na Avenida as 21h, foi a Estrela do Terceiro Milênio, que foi a campeão do Grupo 1 da UESP em 2016, logo em seguida vieram Leandro de Itaquera, Camisa Verde e Branco, que fizeram desfiles reeditados, a quarta a pisar no Anhembi foi a Independente Tricolor, encerrando a noite foi a vez da X-9 Paulistana, Imperador do Ipiranga, Colorado do Brás e Pérola Negra. O Anhembi não esteve lotado, porém os presentes nas arquibancadas estavam felizes e animados com as entidades que cruzavam a Passarela do Samba.

Foto: Paulo Pinto / LIGASP / Fotos Públicas

A primeira a realizar o seu desfile foi a campeã do Grupo 1 da UESP, a Estrela do Terceiro Milênio, que levou para o Anhembi o enredo “Para um bom entendedor um pingo é letra e o símbolo uma palavra”, desenvolvido pelo carnavalesco Eduardo Félix, que assinou o sétimo desfile consecutivo na agremiação. A Terceiro Milênio realizou um grande desfile, com uma plástica em suas alegorias e fantasia perfeitas. A agremiação realizou o seu desfile em 59 minutos, e o destaque foi o luxo e o bom gosto na concepção das alegorias e fantasias  assinadas por Eduardo Felix. Mesmo com a crise no Brasil, a entidade não deixou de fazer um desfila para brigar na disputa pelo Grupo Espcial. Outro destaque da entidade foi o carro de som, capitaneado pelo experiente Vaguinho, ex-Tatuapé, que levou o samba de autoria Ricardo Neto, Maradona, Turko, Rafa do Cavaco e Leandro Flexa, Com andamento cadenciado e em perfeita sintonia com a bateria ‘Pegada da Coruja’ de Mestre Diego. Com essa junção o canto da comunidade da Zona Sul foi exemplar por toda a Avenida. A Terceiro Milênio briga pela vaga no Grupo Especial em 2018.

Fotos Nelson Gariba / Radio Sintonia de Bambas

A segunda a pisar na Passarela do Samba foi a Leandro de Itaquera, que realizou uma reedição do carnaval de 1989, que tem o tema “Babalotim – A História dos Afoxés”, assinado por Rodrigo Cadete. A Leandro realizou um desfile irregular com problemas de evolução e no canto da comunidade. A agremiação terminou o seu desfile em 52 minutos,  o destaque foi a comissão de frente, que chamou atenção dos presentes  com uma fantasia que representava ‘Exu, o grande elo entre o sagrado e o terreno, o Senhor da comunicação’, com uma coreografia impactante onde os bailarinos realizavam movimentos voltados para os orixás. A comissão levantou o Anhembi pelos mais de 500 metros. Outro destaque foi o carro de som, regido por Daniel Collete, que realizou um grandes desfile principalmente pelo samba composto Clarice, Thiago Lee, Sandrinha e pelo Grupo Relíquia, onde Collte trouxe uma roupagem atual. O ponto negativo foi a evolução da agremiação que passou no inicio do desfile com um ritmo mais acelerado e após a entrada da bateria no recuo a entidade desacelerou o passou, causando em algumas alas um efeito sanfona. Além disso a escola não passou bem no quesito alegoria e adereço, onde em alguns carros passaram com acabamentos falhos e esculturas com problema.

Fotos Nelson Gariba / Radio Sintonia de Bambas

A terceira entidade a realizar o seu desfile foi o Camisa Verde e Branco, que realizou também uma reedição no carnaval de 2003, que tem como tema “A Revolta da Chibata. Sonho, coragem e bravura. Minha história: João Cândido, um sonho de liberdade”, assinado por Marcou Aurélio Ruffinn. O camisa realizou um dos desfiles mais técnicos e perfeito da noite, principalmente com a grande apresentação da bateria ‘Furiosa’, A agremiação realizou o desfile em 58 minutos, e o destaque foi a junção entre o carro de som, capitaneado pelo jovem interprete Thiago Brito, que é o cantor da Estácio de Sá, e a bateria ‘Furiosa’, de mestre Fernando Neninho. Thiago foi a grata surpresa, pois é seu primeiro carnaval em São Paulo, e ajudou na sustentação do samba para que os componentes cantasse a obra de Carlos Junior, presente ao carro de som, e Didi, a plenos pulmões. Já a Bateria de mestre Fernando, mais uma vez, como ocorreu nos ensaios técnicos, foi o ponto alto do desfile e uma das melhores do carnaval Paulistano, onde apresentou algumas paradinhas e bossas pelo Anhembi. Um fato importante em uma dessa bossas ocorreu próximo a primeira cabine de julgador onde os ritmistas se ajoelhavam e executavam o movimento. Outro destaque foi a Evolução e harmonia da agremiação onde passou de forma tranquila sem correria e com os componentes cantando o samba. O camisa está na briga pelo campeonato.

Foto: Paulo Pinto / LIGASP / Fotos Públicas

A quarta entidade a se apresentar na Passarela do Samba, foi a Independente Tricolor, onde apresentou o enredo “É Mentira”, desenvolvido pelo carnavalesco Vinicius Freitas, filho de Jorge Freitas, campeão do carnaval 2016 com o Império de Casa Verde. A Independente realizou um desfile espetacular com luxo e muita organização da harmonia. A agremiação realizou o seu desfile em 59 minutos. O destaque da agremiação foi a Harmonia e a Evolução, onde as alas estavam bem organizada e de quebra cantavam o samba de autoria Marcio André, Hebert, Pê Santana e Rafael Pinah, a plenos pulmões. Outro destaque foi o luxo das alegorias e fantasias,  proposto por Vinicius, e d fácil entendimento para os jurados. O jovem casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Cley e Lenita,  foi outro ponto positivo da escola, onde realizaram uma linda coreografia em que o MS cortejava a todo o momento a PB. Outro ponto forte foi a comissão de frete, coreografado por Tatiana Freits, filha de Jorge Freitas, apresentou uma critica a todos os mentiroso, com uma coreografia leve e bem descontraida. A coreografa ainda trouxe um grande tripé que representava o desenho do Pinóquio.

Foto: Paulo Pinto / LIGASP / Fotos Públicas

A quinta a realizar a sua apresentação foi a  X-9 Paulistana, que levou para o Anhembi o enredo “Vim, vi e venci! A saga artística de um semideus”, desenvolvido pelo carnavalesco Lucas Pinto. O desfile da X9 foi muito irregular, com altos e baixos pelo Anhembi. A agremiação realizou o seu desfile em 59 minutos, e o destaque foi o carro de som, capitaneado por Darlan Alves, ex-Rosas de Ouro, que colocou a sua cara no samba de Saulo Mesquita, Turko, Maradona, Fabio X-9, Thiago Japa, Rafa do Cavaco, Mixaria, Carlos Alberto, Dom Henrique, MP08 e Nicóla X-9, onde levantou os presentes no Anhembi, e ainda sustentou o canto da comunidade pelos mais de 500 metros da Passarela do Samba. Outro ponto positivo foi a comissão de frente comandada por Yaskara Manzini, que apresentou uma leitura sobre o homenageado Inos Corradin, em que ele se tornava um semideus, fato que estava presente na letra do samba e no enredo. Os pontos negativos no desfile foram as fantasias, que caiam dos corpos dos componentes, e as alegorias, onde apresentaram algumas falhas de acabamento.

Foto: Robson Fernandjes / LIGASP / Fotos Públicas

A Imperado do Ipiranga, foi a sexta agremiação a realizar o seu desfile, que levou para o Anhembi o enredo reeditado de 2004 “Ipiranga, berço esplêndido de um povo heroico”, desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Xuxa, ex-Tatuapé. A Imperador realizou um desfile com poucos erros, porém com fantasias e alegorias simples, a entidade briga para ficar no Grupo de Acesso. A agremiação realizou o seu desfile em 58 minutos, e o destaque foi o carro de som, com o irreverente Adaílton Almeida, que levou o samba de autoria Marcinho Queleke, Robson Batuta e Dall Acqua, com muita competência pela Avenida. Outro destaque foi o canto da escola que se manteve linear pela Passarela do Samba e trouxo ainda muita empolgação vinda das arquibancadas. O ponto negativo foi o conjunto alegóricos e as fantasias, que apresentaram um plástica com materiais pobres e algumas alegorias não acabadas.

Foto: Robson Fernandjes / LIGASP / Fotos Públicas

A penúltima agremiação a pisar na Avenida foi a Colorado do Brás, que levou para a Avenida o enredo “Luz, câmera, ação…A Colorado apresenta: a “Roliúde” no sertão”, desenvolvido pelo carnavalesco Leonardo Catta Preta, que debuta no Colorados em 2017. A escola realizou um desfile para se manter no Grupo de Acesso, devido ao pouco recurso que foi visto no conjunto da entidade. A agremiação realizou o seu desfile em 59 minutos, e o destaque foi o primeiro casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira Ana Paula e Ruhanan, que apresentaram um bailado segura em que realizaram uma dança com uma bela coregrafia, que nao apresentou erros. Outro ponto positivo foi o carro de som, capitaneado por Chitão Martins, que apresentou samba de Thiago Morganti, Ronny Potolski, Sukata, Igor Vianna, Michel Mammoccio, Tubino, Willian Tadeu, Butti, Walter Jr, Lo Robson, André Valêncio, Diley, André Filosofia, Victor Alves e Meiners, de forma particular e muito linear. O ponto negativo foram o conjunto plastico da agremiação que foi muito abaixo de outras agremiações. A agremiação deverá perde alguns décimos.

Foto: Robson Fernandjes / LIGASP / Fotos Públicas

A ultima entidade a pisar na Avenida foi a Perola Negra, que levou para o Anhembi o enredo “Pérola Negra levanta as mangas e põe a mão na massa”, assinado por Anselmo Brito, estreando na entidade. O Perola realizou um desfile bom, porem com alguns erros, em especial o de algumas alas os componentes não cantavam o samba dos poetas Tigrão, Rodrigo Atração, Marcelo Soares e Thiago SP e Juninho Branco. A agremiação realizou o seu desfile em 55 minutos, e o destaque foi o primeiro casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Everson Sena e Gisa Camilo, que apresentaram uma coregrafia belíssima com elementos clássicos em sua exibição. Outro ponto forte foi a comissão de frente liderada por Carlos Teixeira trouxe elementos da explosão do universo, o ‘Big Ben’  utilizado pequenas estruturas alegóricas que se movimentavam pela pista. A Comissão foi muito dinâmica e arrancou aplausos do Anhembi. O ponto negativo foi o canto da escola que apresentou muitas falhas, como algumas alas que só cantavam o refrão do samba, e ficavam caladas só gesticulando com os braços no restante do samba. O Perola brigará por uma vaga no Grupo Especial

Foto: Paulo Pinto / LIGASP / Fotos Públicas

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Written by Rafael.Damico

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