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Incêndios marcam a história das escolas de samba

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Assim como aconteceu na manhã desta segunda-feira, 7, na Cidade do Samba, diversos incêndios marcam a história das escolas de samba. O fogo tende a se espalhar com uma rapidez absurda, pois as escolas utilizam, para desenvolver seus carnavais, materiais altamente inflamáveis. Conheça alguns casos de incêndio nas escolas de samba:

Dia 1º de fevereiro de 1992

A Viradouro apresentava na Sapucaí o enredo “A magia da sorte chegou”, de Max Lopes, que contava a história dos ciganos, quando um dos mais belos carros da agremiação pegou fogo. O incêndio tomou grandes proporções e bombeiros tiveram que entrar no meio do desfile para tentar conter as chamas. A fumaça preta cobriu Sapucaí, mas os destaques e demais componentes da alegoria foram retirados a tempo e ninguém se feriu.

Dia 30 de janeiro de 1997

Na Mangueira, 70 operários estavam no barracão da escola de samba, quando uma espessa fumaça começou a sair da parte inferior de um carro alegórico que representava os deuses do Olimpo, todo feito de espuma. Na hora do incêndio, o extintor tinha sido levado para recarregar, mas operários conseguiram controlar as chamas.

Dia 31 de janeiro de 1997

Um incêndio atingiu um carro alegórico que era um dos destaques do enredo sobre o corpo humano da Mocidade Independente de Padre Miguel. Mas a rapidez dos operários do barracão impediu que o trabalho todo se perdesse com as chamas.

Dia 11 de janeiro de 1999

Em apenas quinze minutos, os seis carros alegóricos da União da Ilha do Governador foram destruídos por um incêndio no barracão da escola, na Avenida Venezuela, no Centro da cidade. O gerador que forneceria energia para as lâmpadas do quinto carro da escola estava sendo instalado sob a alegoria, quando uma fagulha de fogo do soldador acertou uma das esculturas do carro alegórico. Funcionários que trabalhavam nos barracões da Unidos do Viradouro e da Imperatriz Leopoldinense ajudaram a retirar as fantasias, que foram salvas.

Dia 5 de março de 2000

Um dos carros alegóricos da Grande Rio sofreu um princípio de incêndio, por conta de uma embreagem que queimou, no fim do desfile da agremiação, na Sapucaí.

Incêndio destrói carro alegórico da Portela, em 2005 / Foto de arquivo - André Coelho

Dia 17 de abril de 2002

Um incêndio atingiu barracão da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, na Avenida Rodrigues Alves, na zona portuária. O fogo começou no ateliê no segundo andar do barracão e as chamas destruíram cerca de 40 fantasias e quatro mesas de reparo. Funcionários da escola de samba viram fumaça saindo pelas janelas e conseguiram, em meia hora, apagar o fogo que se alastrava entre as fantasias e outros materiais de fácil combustão. Quando os bombeiros chegaram ao local, o incêndio já estava controlado. Ninguém ficou ferido. Funcionários desconfiam que o fogo tenha começado com um curto-circuito na instalação elétrica de um bebedouro

Dia 13 de março de 2003

Um dos carros alegóricos da escola de samba Unidos do Porto da Pedra pegou fogo no barracão da escola, no Santo Cristo. O incêndio durou 20 minutos e foi provocado por uma centelha de maçarico, quando o chefe de ferragem do barracão trabalhava na estrutura metálica do carro. O fogo se espalhou rapidamente, porque o carro era confeccionado com flores de espuma. Não houve feridos graves e somente o chefe de ferragem sofreu intoxicação. O prejuízo foi estimado em R$ 100 mil. O carro alegórico tinha 12 metros de altura e teve que ser reconstruído em 30 dias.

Dia 19 de janeiro de 2004

Um galpão da escola Lins Imperial, do Grupo de Acesso 1, na Avenida Rodrigues Alves, foi destruído por um incêndio. O imóvel, que já serviu como barracão para uma antiga escola chamada Acadêmicos do Sossego, estava abandonado e era usado por menores de rua, que teriam provocado o incêndio. Por precaução, integrantes da Lins Imperial retiraram do barracão ao lado as alegorias da escola e bombeiros foram acionados para controlar o incêndio.

Dia 6 de fevereiro de 2005

Um incêndio destruiu um carro alegórico no barracão da Portela. O carro complementar, de 15 metros, seria acoplado ao abre-alas da escola. Em menos de dez minutos, o fogo consumiu o acabamento de isopor, espuma e resina, deixando apenas as ferragens. A composição estava sendo montada no barracão da Inocentes de Belford Roxo, na Avenida Rodrigues Alves, quando o incêndio começou. Integrantes da escola de samba acreditam que o fogo tenha sido causado por faíscas de um maçarico utilizado na finalização de uma solda do carro.

Dia 8 de fevereiro de 2005

O carro abre-alas da Portela, adaptado para substituir um carro alegórico incendiado dois dias antes, quase pegou fogo durante a concentração para o desfile na Sapucaí, na Avenida Presidente Vargas. Membros da escola de samba usavam um maçarico para soldar peças do carro. O princípio de incêndio foi abafado porque os funcionários se preveniram com extintores à mão durante o trabalho com a solda.

Incêndio destrói carro alegórico da Grande Rio, em 2007 / Gabriel de Paiva

Dia 24 de fevereiro de 2007

Um incêndio atingiu um carro alegórico da Unidos da Tijuca durante o Desfile das Campeãs, na Sapucaí. O abre-alas pegou fogo em frente ao Setor 5. O fogo partiu de um dispositivo que explodia no braço do boneco da alegoria. Os destaques foram retirados e o fogo, controlado pelos bombeiros.

Dia 19 de fevereiro de 2007

Um incêndio destruiu um carro alegórico da Grande Rio, após o desfile da escola de samba na Sapucaí. O abre-alas da escola de Caxias pegou fogo quando já havia deixado a Avenida e passava pela Rua Frei Caneca. O carro esbarrou em um fio desencapado, provocando um curto-circuito. O fogo foi controlado em meia hora pelos bombeiros, mas moradores de prédios vizinhos tiveram que sair de casa às pressas. A escola provocou um engarrafamento de carros alegóricos e tumultuou a saída de outra agremiação, a Beija-Flor.

Dia 25 de novembro de 2007

Um incêndio consumiu parte do ateliê de pintura do galpão da agremiação Leão de Nova Iguaçu, na zona portuária do Rio. O fogo teria sido causado por um curto-circuito na rede elétrica local. O galpão abrigava alegorias de outras cinco escolas de samba do Grupo 3 do carnaval.

Dia 15 de junho de 2010

Um dos carros alegóricos da escola de samba Viradouro, que estava guardado no barracão da Inocentes de Belford Roxo, no Santo Cristo, foi incendiado. Testemunhas disseram que um carro parou em frente a um dos muros do barracão, na Avenida Rodrigues Alves, e um homem atirou um objeto em chamas. O Corpo de Bombeiros foi acionado a tempo de evitar que outros 14 carros – oito da Viradouro e seis da Inocentes – pegassem fogo. O incêndio foi controlado, mas consumiu toda a decoração do carro.

Dia 05 de fevereiro de 2011

Um incêndio destruiu todas as fantasias que eram confeccionadas no barracão da Alegria da Zona Sul, escola do grupo A do carnaval carioca. O barracão da escola de samba fica na Rua Equador, no Santo Cristo, região onde estão localizadas diversas escolas do Acesso, marcada por precárias condições de infraestrutura. Os bombeiros evacuaram o barracão e conseguiram conter as chamas sem que houvesse vítimas. A Light também foi chamada para cortar a energia do imóvel, já que o fogo atingiu a rede elétrica. A Alegria calcula prejuízo de R$ 250 mil. De acordo com o presidente Marcos Vinícius de Almeida, seis alas foram destruídas.

Fonte: Jornal O Globo


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