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Marcio Moura é o novo coreografo da Comissão de Frente da União da Ilha

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Após oficializar a saída de Carlinhos de Jesus (que trabalhou na escola no carnaval 2017), a União da Ilha do Governador apresentou nesta terça-feira, Marcio Moura como o novo coreógrafo da comissão de frente da escola para a próxima temporada. Com passagens por agremiações do Grupo Especial e do Acesso, onde ganhou muito reconhecimento e prêmios por suas comissões, Marcio, contará com sua equipe.

Leandro Azevedo, responsável nos últimos anos por alas coreografadas da Ilha, assumirá o cargo de diretor artístico e irá participar da comissão.

A direção da União da Ilha agradece o trabalho feito por Carlinhos de Jesus no carnaval 2017, e que as portas estarão sempre abertas para ele.

Foto: Acervo Pessoal de Marcio Moura

Entrevista com Marcio Moura:

1) Você vem para ser coreógrafo da União da Ilha com premiações importantes neste último carnaval com a Estácio de Sá. Qual sua expectativa nesta casa nova e de mais um desafio no Grupo Especial?

Marcio Moura – “Fiquei feliz com o meu trabalho na Estácio. Foi bem impactante e a gente conseguiu levar para avenida o que programamos. Recebemos os três prêmios mais importantes do acess. Estou muito feliz com esse convite da Ilha, por estar dentro desse grupo, e com uma responsabilidade muito grande. Não tenho o menor problema de estar no Acesso (será o coreógrafo também em 2018 na Viradouro) ou no Especial, porque o meu trabalho é o mesmo, a dedicação é a mesma, e estou pronto para isso. Eu sempre apreciei o trabalho da Ilha, porque nas duas vezes que estive em escolas do Especial (Portela e a Estácio), os barracões eram irmãos, um do lado do outro e eu convivia com os coreógrafos ensaiando as comissões de frente na madrugada. Eu assisti o crescimento e da organização que a Ilha sempre teve de antecedência de seu barracão e isso era um assunto de roda aberta na Cidade do Samba”.

2) Já teve a oportunidade de trabalhar com alguém da Ilha em alguma outra escola?

Marcio Moura – “Uma das minhas maiores comissões de frente e, que me deixou mais feliz (depois da primeira fase da minha carreira na Portela) foi em 2012, quando falamos da Bahia e a comissão de frente vinha com baianos que se transformavam em orixás. E nesse trabalho conheci a Dandara, que hoje é uma linda porta-bandeira, mas naquele ano ela foi a minha Iansã. E trabalhei muito tempo com o mestre Ciça na Viradouro, quando fui integrante da comissão de frente na época do Monassa”. Da direção, o Wilsinho (atual diretor de carnaval da União) foi meu diretor quando eu fui diretor artístico do Cid de Carvalho na Vila Isabel, e responsável por todos os setores coreográficos da escola. Essas são as pessoas que eu reencontro na Ilha”.

3) A equipe da União da Ilha do carnaval 2017 foi praticamente toda mantida para o próximo ano (Mestre Ciça, Carnavalesco Severo, casal Phelipe e Dandara, intérprete Ito Melodia…). Isso de alguma maneira facilitará sua adaptação?

Marcio Moura – “Quando você mantém um time, de uma certa forma, você valoriza o profissional da casa, o profissional que está se dedicando. Independente de nota ou de qualquer outra coisa, o que me parece ser julgado na Ilha é o trabalho, a entrega. É claro que a gente busca as notas, trabalha pelo reconhecimento de que todo nosso esforço valeu a pena, de que nossa dedicação valeu a pena e que o investimento da escola valeu também. Então, manter a maioria do grupo é credibilizar e dar valor ao profissional. E é isso que qualquer profissional deseja não só no carnaval, mas em outro qualquer mercado de trabalho”.

4) Qual recado você poderia deixar em especial para a comunidade insulana, que receberá você de braços abertos e estará torcendo muito pelo seu sucesso?

Marcio Moura – “A gestão do presidente Ney Filardi é competente e eu sempre quis fazer parte dessa família. A Ilha vem trazendo carnavais lindos, antes com o Alex de Souza, e agora, com o Severo, que fez esse ano um carnaval plástico, muito bonito e que deu vontade de fazer parte desse projeto. Posso dizer para a comunidade insulana que será um prazer enorme estar com vocês e tenham certeza do que estiver ao meu alcance e da minha equipe, a doação será de 200%. Estou muito feliz de voltar ao grupo especial em 2018, e volto para fazer um trabalho buscando excelência, as notas máximas, mas, principalmente, buscando uma relação entre carnavalesco, escola, presidência, direção de carnaval, harmonia, porque não existe um trabalho de comissão de frente sem essa integração de todos os segmentos. A gente somente abre o carnaval. A gente não é o carnaval! Logo, essa integração é fundamental para obtermos êxito”.

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