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Max Lopes, leve e solto

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O bom filho à casa torna. E é esta a sensação que invade Max Lopes, chamado às pressas para substituir Marcia Lage, que deixou a Viradouro por problemas pessoais. Convite aceito de imediato, foi apresentado no evento desta última quinta-feira, 23, na quadra da escola, junto a outras contratações de peso. Ao Tudo de Samba falou sobre seu desejo de reeditar momentos inesquecíveis que desenvolveu na alvirrubra, como o de 1992, com ‘E a magia da sorte chegou’, um desfile marcante, apesar da nona colocação. Só que para isso ser possível, pleiteia estrutura compatível com a grandeza da escola e não só na parte financeira, como especialmente em termos de condições de trabalho.

– Quero muito reeditar o sucesso do desfile de 1992. Mas para isso preciso ter condições de trabalho. Mais do que apoio financeiro, preciso de apoio logístico, de pessoal e tudo o que é necessário a um grande desfile de carnaval. Somos uma escola com um chão maravilhoso, componentes fantásticos, a escola se reforçou bastante nos quesitos. Com isso e um bom enredo, elementos plásticos bonitos, creio que temos tudo para subir. E confio na diretoria, nas condições que ela nos proporcionará – afirmou.

Por falar em enredo, surgiu a notícia de que este poderia ser uma homenagem ao compositor Paulo Cesar Pinheiro, autor de grandes sucesso da música brasileira, livros marcantes e parceiro de figuras incríveis como João Nogueira (com quem, inclusive, compôs alguns sambas de enredo), Tom Jobim, Edu Lobo e Baden Powell. Entretanto, Max diz que precisa analisar melhor a questão, conversar internamente. A princípio, tem muitas dúvidas em relação às possibilidades plásticas deste tema.

 – Este enredo suscita algumas dúvidas. Não sei  se dá bom elemento plástico. Tenho que avaliar diante da tridimensionalidade de um desfile de escola de samba na avenida. Às vezes um enredo é mais simples e fica mais bonito visualmente. Isso não é uma aula de história, é um espetáculo complexo. Não sou contra nada, muito pelo contrário, mas quero conversar com a diretoria, já que tenho um monte de ideias também. Por exemplo, quando subi com a Viradouro em 1990, trouxe um enredo de protesto, engraçado na essência, ‘Só vale o que está escrito’, e foi um sucesso. Quem sabe não vem algo do gênero? – indagou.

Foto: Janete Assis
Foto: Janete Assis

Um assunto que traz inquietação ao artista é a lembrança do desfile de 2015 da Unidos de Vila Isabel. Amargando a penúltima colocação, a escola obteve uma série de notas baixas e Lopes abre o verbo para falar do que, segundo ele, atrapalhou demais a escola, a escolha errada do samba. Acredita que este não tinha a cara da Vila e que atrapalhou em tudo, todo desenvolvimento, e influiu nas notas de bateria, harmonia e evolução. Reclama também da comissão de frente, que teria tido uma proposta alheia ao enredo e de seu elemento alegórico, que reputa como absolutamente impertinente. Ressalva, entretanto, ser um fã do coreógrafo Jaime Arôxa e finaliza tecendo muitos elogios ao superintendente Bernardo Bello, por quem nutre grande respeito.

– A escolha do samba da Vila foi terrível. Eu sempre fui contra mas a diretoria achou por bem escolher. Era fraco, em termos de Vila Isabel. Foi uma grande derrubada. E acabou influindo em diversos quesitos. Olha, também achei a comissão de frente bem fora do tema. Acho o Jaime Arôxa excelente mas fui contra aquele carro que eles trouxeram, ele e o pessoal do Canadá, totalmente fora do contexto. Foi outra grande derrubada. Em compensação fiz um grande amigo, o Bernardo Bello, grande cara, e continuo amando demais aquela gente, a comunidade – finalizou.

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