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Na Briga pelo Título, Império de Casa Verde e Dragões da Real são os destaques da segunda noite de desfiles

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A segunda noite de desfiles no sambódromo do Anhembi foi marcado por grandes desfiles e por uma grande confusão na entrada da sexta agremiação na Avenida. O desfile começou no horário previsto, às 22h40, e a primeira entidade a pisar na Passarela do Samba foi a Mancha Verde, campeã do Grupo de Acesso em 2016, em seguida vieram a Unidos do Peruche, Império de Casa Verde, Campeã do Grupo Especial no ano passado, Dragões da Real, Vai-Vai, Nenê de Vila Matilde e encerrando o carnaval de São paulo, a Rosas de Ouro. O único problema que atrasou os desfiles oficiais, foi no fim da apresentação do Vai-Vai, quando a última alegoria da escola teve um vazamento de óleo e água e molhou a pista e à deixou escorregadia, com isso a escola Nenê de Vila Matilde não realizou o seu desfile no horário previsto. Os diretorias da escola esperaram o solo secar para retomar os desfiles. Os presentes no Anhembi esperaram 1h para que a sirene tocasse novamente e a sexta entidade desfilou na Avenida. Mais uma vez o Anhembi esteve lotada a noite toda.

 

Foto: Paulo Pinto / LIGASP / Fotos Públicas

A primeira agremiação a pisar na Passarela do Samba foi a Mancha Verde, campeã do Grupo de Acesso em 2016. A entidade levou para o Anhembi o enredo “Zé do Brasil. Um nome e muitas histórias”, desenvolvido pelo carnavalesco Pedro Alexandre, o Magoo. A Mancha realizou um desfile para se manter no Grupo de elite do carnaval paulistano,  com uma ótima bateria e o casal de MS e PB foram os pontos altos do desfile. A agremiação realizou o seu desfile em 1h03 minutos, o destaque foi o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Marcelo Luiz e Adriana Gomes, que realizou um bela apresentação nos quatro módulos de julgadores, o casal realizou uma coreografia classica em que o MS cortejava a PB, onde arrancou aplausos pela Avenida. Outro destaque foi a bateria ‘Puro Balanço’, regido por mestre Maradona, apresentou algumas paradinhas e breques pela Avenida, e o carro de som, capitaneado por Freddy Viana, que levou o samba Celsinho Mody, Alê, Rodrigo e Wladi, de uma forma exemplar pelos mais de 500 metros do Anhembi. Freddy deu sustentação ao samba e ajudou no canto da comunidade.

 

Foto: Paulo Pinto / LIGASP / Fotos Públicas

Logo em seguida veio a Unidos do Peruche, que levou para a Avenida o enredo “A Peruche no maior axé exalta Salvador, cidade da Bahia, caldeirão de raças, cultura, fé e alegria”, desenvolvido pelos carnavalescos Murilo Lobo e Sérgio Caputo. A Peruche realizou um desfile para se manter no Grupo de Elite, a entidade apresentou algumas falhas em sua apresentação. A agremiação realizou o seu desfile em 1h03, e o destaque da apresentação foi o seu carro de som, capitaneado por Toninho Penteado, que levou o samba D’Xangô, Douglas Chocolate, Leo Reis, Juliano, Celsinho Mody, Guga Pacheco, Tio Do, Paulinho Sorriso e Marcio Zanato, de forma segura e dando sustentação ao canto da comunidade. Outro ponto forte foi a bateria ‘Rolo Compressos’ de Mestre Call, que foi com um ritmo mais acelerado com um show de bossas e paradinhas pela Avenida. O ponto fraco foi a falta de adereços em algumas alas, e falhas em algumas alegorias em suas esculturas.

 

Foto: Paulo Pinto / LIGASP / Fotos Públicas

A terceira agremiação a realizar o seu desfile foi a atual campeã de São Paulo, a Império de Casa Verde, que levou o enredo “Paz. O império da nova era”, desenvolvido por Jorge Freitas. O Império foi impecável em seu luxo e bom gosto nas alegorias e fantasias, além do ótimo andamento do samba. A escola passou em busca do bicampeonato. O desfile do Império durou 1h04 minutos, e o destaque foi o luxo implementado por Jorge Freitas em suas fantasias e alegorias, em especial na estéticas das alas com cores uniformes nas fantasias. Outro destaque foi a bateria ‘Barcelona do Samba’ de mestre Zoinho, que apresentou um ritmo cadenciado com várias paradinhas e bossas, que levantou o Anhembi. Outro ponto positivo foi o carro de som, capitaneado por Carlos Junior, um dos melhores interpretes de São Paulo. Carlos JR levou o samba Turko, Aquiles da Vila, Maradona, Chanel Wagner, Paulinho, JC Castilho, Tinga e Silas Augusto, de forma exemplar pelos mas de 500 metros do sambódromo, de quebra ainda impulsionou o canto da comunidade da Casa Verde. O Tigre vem forte em busca do Bicampeonato.

Foto: Paulo Pinto / LIGASP / Fotos Públicas

A quarta entidade a pisar no Anhembi foi a Dragões da Real, que levou para a Passarela do Samba o enredo “Dragões canta Asa Branca”, de autoria de uma comissão de carnaval  (Dione Leite, Jorge Silveira, Márcio Gonçalves e Rogério Félix). A Dragões fez o seu melhor desfile da história, com luxo em suas fantasias e alegorias, e um ótimo andamento de sua batucada. A agremiação realizou o seu desfile em 1h03 minutos, o destaque foi a comissão de frente, coreografa por Anderson Rodrigues, que em 2017 também realizou a Comissão da Unidos do Viradouro na Serie A, onde apresentou uma coreografia que mostrava o sofrimento dos nordestinos chegando na capital paulista. Anderson usou um tripe, que representava a Caatinga, e a coreografia levantou o público pelo Anhembi. Outro destaque foi a técnica em sua presentação, onde as alas ficaram compactas por toda a Avenida, e o canto da comunidade foi exemplar mostrando que a entidade veio para buscar o campeonato. Outro ponto forte foi o time de cantos, capitaneado por Renê Sobral, ex-Tom Maior, que mostrou solidez no canto do samba Thiago SP, Turko, Leo, R. Malva, Rodrigo Atração, Renne Campos, Alemão da Ilha, Paulinho Miranda e Tigrão pela Passarela do Samba.

Foto: Paulo Pinto / LIGASP / Fotos Públicas

Logo após a Dragões, foi a vez da Vai-Vai, maior vendedora do Carnaval Paulistano, que levou o enredo “No Xirê do Anhembi, a Oxum mais bonita surgiu…Menininha, mãe da Bahia – Ialorixá do Brasil”, desenvolvido por uma comissão de carnaval (Alexandre Louzada, André Marins e Júnior Schall). A Vai-Vai realizou um desfile de altos de baixos e não empolgou o Anhembi. A agremiação realizou o seu desfile em 1h05 minutos, e o destaque foi a bateria ‘Pegada do Macaco’, que é regida por Mestre Tadeu, onde apresentou um ritmo muito acelerado, com algumas bossas pela Avenida, mas sustentou o samba. Outro ponto positivo foi o carro de som, capitaneado por Wander Pires, que mais uma vez mostrou que é um dos grandes interprete do Brasil, com os seu timbre de voz inconfundível levou o samba de forma exemplar que é de autoria Edegar Cirillo, Marcelo Casa Nossa, André Ricardo, Dema, Leonardo Rocha e Rodolfo. O ponto franco da escola, foi a Evolução no Anhembi, que pecou principalmente nos primeiros 40 minutos do seu desfile, onde passou com uma certa lentidão, já no fim do desfile a escola teve que apressar o passo, devido ao inicio lento, e deixou a desejar no canto da comunidade.

Foto: Paulo Pinto / LIGASP / Fotos Públicas

A penúltima a realizar o seu desfile, com uma hora de atraso devido ao problema na ultima alegoria da Vai-Vai, onde vazou óleo e água por toda a Passarela do Samba, foi a Nenê de Vila Matilde, que levou o enredo “Coré Etuba. A ópera de todos os povos, terra de todas as gentes, Curitiba de todos os sonhos”, assinado por Alex Fão. Lembrando que devido ao atraso a Nenê realizou o seu desfile com a luz do dia. A Nenê realizou um desfile para buscar uma lugar no desfile das campeãs. A agremiação passou pela Avenida em 1h05 minutos, e o destaque foi o canto da comunidade matildense que levou o samba Kaska, Silas Augusto, Zé Paulo Sierra, Vitão, Juninho da Vila, Léo do Cavaco, Sandrinho e Luís Jorge, na ponta da lingua pelos mais de 500 metros do Anhembi. Outro destaque foi a bateria ‘De Bambas’, de mestre Markão, que levou um estilo tradicional com poucas paradinhas e bossas, mas que deu sustentação ao samba e ao canto da comunidade.

 

Foto: Paulo Pinto / LIGASP / Fotos Públicas

A ultima a pisar na Avenida, com o céu ensolarado, foi a Rosas de Ouro, que levou para o Anhembi o enredo “Convivium. Sente-se à mesa e saboreie”, desenvolvido pelo carnavalesco André Machado. O Rosas apresentou um grande desfile revivendo os grandes desfiles e sendo assim está na busca pelo desfile das campeãs. A agremiação realizou o seu desfile em 1h05 minutos, e o destaque foi a comissão de frente, coreografada por Oyama Queiroz, que apresentou um coregrafia leve em que encenava o banquete de Osiris. Oyama e sua trupe sacudiu o Anhembi e foi um das melhores comissões do carnaval de São Paulo. Outro destaque foi a plastica das fantasias e alegorias de Andre Machado, em que foi pautado pelo bom gosto e luxo. Outro ponto positivo foi a bateria ‘Identidade Especial’ de Mestre Rafa que apresentou uma batucada com várias paradinhas e bossas pelo Anhembi que levantou os presentes na arquibancada.

Foto: Paulo Pinto / LIGASP / Fotos Públicas
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