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Na primeira noite de desfile, Mocidade Alegre e Tatuapé são os destaques e despontam como favoritas ao Título

Fotos Nelson Gariba / Radio Sintonia de Bambas

A primeira noite de desfiles oficiais do Carnaval Paulistano foi de tirar o fôlego para os presentes no Anhembi, para a imprensa especializada e para as sete escolas desfilantes do dia. Depois de um dia chuvoso na capital Paulista, a hora das agremiações realizarem o seu desfile foi de tempo seco e agradável durante toda a noite. A primeira a realizar o seu desfile foi a vice-campeã do Grupo de Acesso em 2016, Tom Maior, em seguida vieram a Mocidade Alegre, multicampeã de São Paulo, Unidos de Vila Maria, Acadêmicos do Tatuapé, Gaviões da Fiel, Acadêmicos do Tucuruvi e Águia de Ouro. O primeiro dia de desfile foi um sucesso, com as arquibancadas lotadas e animadas durante toda a noite.

Fotos Nelson Gariba / Radio Sintonia de Bambas

A primeira a pisar no Anhembi as 23h20 foi a Tom Maior, agremiação que levou para a Avenida o enredo “Elba Ramalho canta em oração o folclore do Nordeste. Toque sanfoneiro forró, frevo e xaxado”, desenvolvido pelo carnavalesco Claudio Cebola. A entidade realizou um desfile de altos e baixos, porém com muita garra da Comunidade. A agremiação realizou o  desfile dentro do tempo com 1h04 minutos, o destaque da Tom foi o Primeiro Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Jairo e Simone, realizaram uma coreografia clássica em que o MS cortejou a PB pelos mais de 500 metros do Anhembi, onde arrancou aplausos dos presentes nas arquibancadas. A dupla usou uma fantasia de ‘Asa Branca Sertaneja’. Outro destaque da noite foi o carro de som da Tom Maior, que é capitaneado por Bruno Ribas, ex-Mocidade Independente de Padre Miguel, onde levou o samba de autoria  Maradona, Turko, Ricardo Neto, Paulinho Miranda, Rafa do Cavaco, Celsinho Mody e Léo Reis, de forma animada e coesa pela Avenida. Já o problema que a agremiação apresentou foi na parte da harmonia da escola, onde a primeira alegoria “Tributo ao Mestre Gonzaga (Asa Branca)”teve problema na entrada do Anhembi e atrasou a entrada das alas e também abrindo um buraco logo no primeiro setor, e a segunda alegoria “Ave Maria Sertaneja Rogai por nós” apresentou falhas de acabamento em algumas esculturas. Quem marcou presença no desfile foi a homenageada Elba Ramalha que foi bastante tietada pela Avenida.

Fotos Nelson Gariba e Hauana Caetano / Radio Sintonia de Bambas

A segunda a desfilar na Avenida foi a Multicampeã do carnaval Paulistano, a Mocidade Alegre, que levou o enredo “A vitória vem da luta, a luta vem da força, e a força, da união”, famoso bordão de sua presidente, Solange, e tem como carnavalesco uma comissão de carnaval (Leandro Vieira, Paulo Brasil, Carlinhos Lopes e Neide Lopes). A ‘Morada do Samba’ realizou um desfile de campeã do carnaval de São Paulo, com uma beleza plástica nas alegorias e fantasias, e a força da comunidade foi mostrada no desfile, sendo assim a entidade riscou o chão e foi ovacionada como uma das favoritas ao título. O destaque do desfile foi o luxo das fantasias e o ótimo acabamento das alegorias. Outro destaque foi a junção entre o Carro de Som, capitaneado por Tiganá e Ito Melodia, e a bateria ‘Ritmo Puro’ de mestre Sombra. Os tenores levaram o samba Gui Cruz, Imperial, Luciano Rosa, Portuga, Rafael Falanga, Reinaldo Marques, Rodrigo Minuetto e Vitor Gabriel, de uma forma espetacular sem erros e de quebra impulsionou o canto da agremiação. Já a bateria de mestre Sombra, abusou das bossas e ainda realizou algumas paradinhas. A escola saiu da Avenida com a certeza de que realizou um carnaval de quem está na briga pelo caneco.

Fotos Nelson Gariba e Hauana Caetano / Radio Sintonia de Bambas

Logo em seguida foi a vez da Unidos de Vila Maria, que levou para a Avenida o enredo em homenagem a Nossa Senhora Aparecida “Aparecida, a Rainha do Brasil. 300 anos de amor e fé no coração do povo brasileiro” assinado por Sidnei França, debutante na entidade. O desfile da Vila Maria foi marcado pela emoção e fé de todos os desfilantes na agremiação. A agremiação realizou o desfile em 1h, e o destaque foi a bateria ‘Cadência da Vila’ de mestre Moleza, que imprimiu um ritmo cadencia que ajudou o carro de som, capitaneado Clóvis Pê a realizar um grande desfile. Outro destaque foi a comissão de frente, coreografada Sérgio Cardoso, onde fez uma coreografia  em que os pescadores encontravam a imagem da santa no rio Paraíba do Sul, em 1717.  Foi uma encenação muito emocionante que todos na arquibancada aplaudiram de pé. Outro ponto positivo foi o tamanho dos carros alegóricos gigantes que impressionou os presentes na Avenida. Uma figura importante no mundo do sertanejo esteve presente no desfile da Vila Maria, o cantor Daniel, que é devoto da Santa. O ponto franco do desfile foi em duas alegorias, em que esculturas nos carros alegóricos estavam com problemas de acabamentos, e também algumas falhas na evolução da agremiação, em que algumas alas não cantavam o samba em sua totalidade. A entidade realizou um desfile para brigar para ingressar no desfile das campeãs.

Fotos Nelson Gariba e Hauana Caetano / Radio Sintonia de Bambas

A quarta agremiação a pisar no Anhembi foi a Acadêmicos do Tatuapé, que levou para a Avenida o enredo ““Mãe África conta a sua história: Do berço sagrado da humanidade à abençoada terra do grande Zimbabwe”, assinado pelo carnavalesco Flávio Campello, que debuta na entidade. A Tatuapé realizou um grande desfile, foi uma das melhores da noite juntamente com a Mocidade Alegre, onde apresentou alegria de seus componentes e no luxo de suas fantasias e alegorias.  A Tatuapé realizou o desfile em 1h02 minutos, e o destaque foi o Carro de Som, capitaneado por Celso Mody, em que realizou uma excelente apresentação levantando o Anhembi. Outro ponto positivo foi a bateria ‘Qualidade Especial’, regida por Mestre Higor, que apresentou várias bossas, paradinhas e convenções pelos mais de 500 metros da Avenida. Outro ponto positivo da escola foi o conjunto alegórico e de fantasias que impressionou os presentes com a grandiosidade, acabamento e beleza. As alegorias retratavam a África com uma riqueza nas cores, e as fantasias eram de uma luxo e bem acabadas. A Tatuapé saiu do Anhembi com o dever cumprido e na briga pelo caneco tão esperado.

Fotos Nelson Gariba / Radio Sintonia de Bambas

A quinta entidade a pisar no Anhembi, foi a Gaviões da Fiel, que levou para a Passarela do Samba o enredo “Com as mãos e a garra de um povo sonhador, surge o contraste de uma nova metrópole – Sampa, lugar de sonhos, oportunidades e esperança”, desenvolvido pelo carnavalesco Zilkson Reis. Os Gaviões realizaram um desfile empolgante pautado pela criatividade e pela força da comunidade. A agremiação realizou o seu desfile em 1h02 minutos, o destaque foi o carro de som, capitaneado à 33 anos por Ernesto Teixeira, levou o samba de autoria de Moraes, Lubé LK, Renato do Pandeiro, Edmílson, Rogério, Maurição, Gledão e Vini, de uma forma impar na Avenida. Outro destaque foi a comissão de frente, coreografa por Helena Figueira, em que realizou uma coreografia bastante complexa porem muito bem executada, que arrancou aplausos de todos na Avenida. Outro ponto positivo foi a plastica da primeira alegorias, com um show de cores e iluminação.A entidade realizou um desfile para brigar para ingressar no desfile das campeãs.

Fotos Nelson Gariba e Hauana Caetano / Radio Sintonia de Bambas

A penúltima escola a se apresentar foi a Acadêmicos do Tucuruvi, que levou para o Anhembi o enredo ”Eu sou arte. Meu palco é a rua”, assinado por Wagner Santos, que foi para o seu oitavo desfila na escola do ‘Zaca’. O resumo da Tucuruvi foi a irreverencia, e o bailado do primeiro casal de MS e PB. A agremiação realizou o seu desfile em 1h04 minutos, e o destaque foi o primeiro casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Kawan e Waleska, que apresentaram uma linda coreografia em que o MS cortejava a PB por todo o Anhembi. A jovem dupla esbanjou simpatia e leveza nos movimentos. Outro destaque foi a plastica no carnaval realizado por Wagner Santos, em que mostrou toda a criatividade e beleza, com muitas cores nas alegorias.  Outro ponto positivo foi o carro de som, capitaneado por Alex Soares, que levou o samba de autoria de Carlos Junior, Fabiano Sorriso, Márcio André, Marcos Vinicius, Wellington da Padaria, Beto Rocha e Biel, com bastante leveza e simpatia pelo Anhembi.

Fotos Nelson Gariba e Hauana Caetano / Radio Sintonia de Bambas

A ultima a realizar o seu desfile, já com a luz do sol, foi a Águia de Ouro, que levou para a Passarela do Samba o enredo ““Amor com amor se paga. Uma história animal” assinado por Amarildo Mello. O resumo da apresentação do Águia foi o canto da comunidade do Pompéia e a comissão de frente. O tempo do desfile foi de 59 minutos, e o destaque foi a comissão de frente, coreografado por Chris Rabello, que estreia na escola, a coreografia foi pautada na ligação dos cães com os moradores de rua,  foi o ponto alto do desfile, e a melhor comissão da noite. Chris mostrou uma coreografia leve e bem animada, arrancando aplausos de todos no Anhembi. Outro destaque foi a Bateria ‘Batucada do Pompéia’ de Mestre Juca, realizou um andamento para frente em que ajudou o interprete oficial, Douglinhas e o seu carro de som a impulsionar o samba de autoria Juca, Pelezinho, Ivanzinho, Cuca, Douglinhas Aguiar e Fernandinho SP, a ser uma dos mais cantadas na primeira noite. A entidade realizou um desfile para brigar para ingressar no desfile das campeãs.

Fotos Nelson Gariba e Hauana Caetano / Radio Sintonia de Bambas

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Written by Rafael.Damico

É Domingo! Com direito a bolo, Wantuir comemora 30 anos de Sapucaí no desfile da Tuiuti

Com ótimo desfile, Viradouro encantou e empolgou