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Personalidade em prol do carnaval

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Ainda em estado de absoluta felicidade e pureza suprema, com o nascimento da sua primeira filha, Malu, o cantor da Viradouro Zé Paulo Sierra vem se mostrando um personagem muito original do mundo do samba. Sujeito reconhecidamente alegre, não se prende a estereótipos e evita, por sua personalidade forte, a tradicional persona do sambista, conciliando eloquência e estilo. Ao Tudo de Samba, falou sobre sua trajetória, o sucesso que vem obtendo e suas características pessoais, que fogem um pouco de rótulos e ideias pré-concebidas. Multifacetado, ama cantar mas não abre mão de seus prazeres em nome do trabalho.

– Estou com trinta e nove anos, fiz no dia vinte e dois de abril, vivo de samba desde dois mil e nove, efetivamente. Mas faço parte no mundo do samba desde mil novecentos e noventa e três. Tenho uma longa estrada, já fui cantor do maior grupo de samba de São Paulo, o ‘Dose Certa’, a minha vida é um pouco atribulada, não me privo de fazer as coisas que eu gosto por causa do samba. Consigo conciliar tudo, cuido de cachorros, da minha mulher, vou cuidar da minha filha, faço Jiu Jitsu, que amo fazer, e concilio isso tudo. Agora, estou com outros empreendimentos, uma empresa de produções, vou começar a trabalhar com eventos, produção, captação, vou me motivando a fazer coisas que gosto e cantar é uma dessas coisas, é o que eu mais amo fazer. As coisas acontecem para mim, nunca tive medo de nada dar certo – explicou.

ze paulo em pé
Estiloso

Dono de uma personalidade marcante, apresenta uma tese bastante respeitável sobre o sambista, repelindo a necessidade de clichês comportamentais para ser reconhecido como um deles. Longe dos lugares-comuns, pensa que seria esquisito colocar, por exemplo, um chapéu panamá e afirma viver um momento muito feliz da vida, fazendo o que ama e cantando na alvirrubra de Niterói.

– Sempre fiz o que tive vontade, as pessoas dizem que não tenho cara de sambista. Mas não faço questão de ter, acho que sambista não tem que ter alma, tem que ter cara. Seria muito esquisito me vestir como sambista, chapéu panamá, e não dar conta do recado. Estou feliz com meu momento, independente de estar no Grupo especial ou no Acesso, o que eu amo é cantar e estarei lá fazendo sempre o meu melhor – vibrou.

Sobre o momento da Viradouro, entende que era bastante urgente uma sacudida, com troca de peças, inclusive. Aposta em um grande carnaval, especialmente depois da chegada dos reforços, grandes nomes do carnaval. A escola será a quinta a desfilar na sexta-feira de desfiles.

– A escola precisava dar esta chacoalhada. Infelizmente precisou trocar peças mas isso é normal, em qualquer segmento de trabalho. Resultado fala mais alto. Hoje sou cantor e se amanhã não for bem provavelmente não serei mais e a vida segue. A escola precisava disso, e fez bem, ao trazer pessoas de gabarito para substituir os que lá estavam e agora é fazer um grande carnaval – finalizou.

Quer ouvir a declaração do cantor Zé Paulo? Clique no player abaixo.

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