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Portela, Unidos da Tijuca e União da Ilha fizeram os melhores desfiles do segundo dia de espetáculo

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Mocidade

Primeira escola a se apresentar no Sambódromo no espetáculo de Segunda-Feira de Carnaval, a Mocidade, apesar de problemas políticos que enfrentou e do afastamento do ex-presidente Paulo Vianna, que deixou a escola encalacrada em dívidas, a verde e branco de Padre Miguel contou com a força de sua comunidade para garantir a animação do desfile. Com vibração e garra, os componentes cantaram com força o excelente samba de Dudu Nobre e parceiros e levantou o público.

A parte plástica do desfile, graças aos desmandos da antiga diretoria, foi muito prejudicada, com alegorias com acabamento ruim, fantasias incompletas e vários componentes sem calçados ou usando tênis e sandálias fora do figurino. Os problemas se agravaram na parte final da escola.

O enredo “Pernambucópolis”, do carnavalesco Paulo Menezes, que pretendia homenagear Fernando Pinto, que assinou desfiles memoráveis na agremiação, foi muito prejudicado, já que nem metade do projeto de Menezes chegou a passar pela Avenida. Apesar de todos os problemas, a Mocidade fez um de seus melhores desfiles dos últimos anos.

União da Ilha

A União da Ilha encantou a Marquês de Sapucaí com o enredo “É brinquedo, é brincadeira, a Ilha vai levantar poeira”, do carnavalesco Alex de Souza. Plasticamente, a escola apresentou um desfile de altíssimo nível, com  bom gosto e capricho em alegorias e fantasias como há muito não se via na agremiação.

A comissão de frente comandada por Jaime Aroxa tinha um imenso baú onde dois integrantes que representavam idosos se transformavam em crianças. A comissão fazia referências a brinquedos que encantaram a todos como uma bailarina suspensa.

O samba, além de servir muito bem ao desfile, sendo muito bem cantado pelos componentes, também agradou a plateia. A interpretação de Ito Melodia, também merece destaque.

Mas a escola teve problemas na saída de uma das alegorias, o que fez com que os componentes tivessem que ficar parados até que o carro começou a avançar. Apesar também de ter apressado o desfile com medo de estourar o tempo, o que não aconteceu e que pode leva-la a ser penalizada no quesito evolução, a Ilha tem grandes chances de estar de volta à Avenida no Sábado das Campeãs.

Vila Isabel

Campeã do ano passado, a apresentação da Unidos de Vila Isabel este ano nem de longe lembrou o desfile arrebatador do título. Fantasias incompletas, componentes com calçados de uso pessoal, falta de chapéus, alegorias mal acabadas. A escola que enfrentou sérios problemas financeiros ficou sem carnavalesco entre novembro e janeiro, já que, alegando atraso de salários e falta de condições de trabalho, Cid Carvalho havia deixado a escola. O retorno no dia 7 de janeiro, apesar de todo o esforço do artista apenas amenizou o problema, já que os problemas com falta de material e com pagamento de salários persistiram.

Apesar de contar com profissionais de ponta, como Giovana, a porta-bandeira, e o mestre-sala Marquinhos, colecionadores de notas máximas, a Vila está fora da disputa. Só contou mesmo com a força de seu bom samba e com o desempenho de seus componentes que, apesar do descaso da diretoria, fizeram de tudo para garantir a qualidade do canto e bom desempenho no quesito harmonia. A escola também não teve problemas em evolução, mas não tem qualquer chance de voltar à Avenida no próximo sábado.

A Vila desfilou com o enredo “Retratos de um Brasil plural”.

Imperatriz Leopoldinense

A Imperatriz Leopoldinense, que escolheu homenagear Zico com o enredo Arthur X – O Reino do Galinho de Ouro na Corte da Imperatriz”, fez um belo desfile, mas enfrentou alguns problemas que devem tirar a escola da disputa pelo título e que também tiraram de muita gente a certeza de que ela estará entre as seis primeiras colocadas no Desfile das Campeãs. As alegorias e fantasias estavam impecáveis e o trabalho do carnavalesco Cahê Rodrigues pode ser considerado o melhor da carreira dele.

O samba foi um dos destaques, empolgou componentes e grande parte do público. Os principais problemas que a escola enfrentou foram nos quesitos harmonia e evolução. A última alegoria demorou a entrar na pista. As alas que vinha na frente do carro avançaram, provocando a abertura de um grande espaço na escola em frente à primeira cabine de jurados. Também houve falha na entrada da bateria no recuo, quando se abriu novo buraco. Por conta de problemas com a demora da saída de alguns carros, os componentes foram obrigados a apertar o passo em frente ao último módulo de jurados.

Apesar dos problemas, o ex-craque Zico teve uma bela homenagem no dia de seu aniversário.

Portela

A escola de Oswaldo Cruz e Madureira fez um de seus melhores desfiles dos últimos anos e, depois de mais de duas décadas, seus componentes e torcedores vão acompanhar a apuração com a escola reunindo chances concretas de conquistar o 22º título de campeã.

A Portela, com a diretoria que assumiu em maio do ano passado tendo como grande líder o bamba Monarco, deu um show na Sapucaí, sabendo, com extrema competência unir tradição e modernidade, num trabalho exemplar do carnavalesco Alexandre Louzada e de Luiz Carlos Bruno, diretor de carnaval. A azul e branco levantou o público e emocionou componentes e plateia. O samba de Toninho Nascimento, Luiz Carlos Máximo e companhia, foi um acerto, com excelente estreia de Wantuir como intérprete oficial da escola.

Em termos de alegorias, as que se destacaram foram o imenso abre-alas, com 22 águias, sendo que a principal deve entrar para o rol das melhores que já passaram pela Avenida. A escola levou também um drone de águia, na frente da escola, para encantar com seus voos os expectadores. Outro acerto foi o gigante, que entrou na pista como uma montanha de pedras e que, no meio do desfile se transformou em um gigante de 18 metros de altura, que se escondeu e ressurgiu algumas vezes durante o desfile, levando o público ao delírio. O tripé representava um gigante acordando e ilustrava o setor das passeatas da Avenida Rio Branco. Também pode simbolizar perfeitamente o ressurgimento da própria escola, que conquistou o último título em 1984, dividindo o campeonato daquele ano com a Mangueira.

O enredo que a escola apresentou, de autoria de Rogério Rodrigues, foi “Um Rio de mar a mar: do Valongo à Glória de São Sebastião”. A Portela deixou a Sapucaí com gritos de “È campeã!”, deixando extasiados seus componentes, entre eles o genial Paulinho da Viola.

Unidos da Tijuca

Encerrando o segundo dia de desfiles do Grupo Especial, a Unidos da Tijuca também deixou a Avenida com chances reais de sagrar-se campeã. A escola do Borel encantou o público com alegorias e fantasias impecáveis para ilustrar o enredo  “Acelera, Tijuca”, do carnavalesco Paulo Barros, em homenagem a Ayrton Senna.

O carnavalesco deu banho de competência em relação a alegorias e fantasias, extremamente criativas e que contaram muito bem a proposta do enredo, que era a de promover uma corrida entre personagens conhecidos pelo grande público, na qual Senna sairia campeão.

O samba, que não entrou em nenhuma lista de melhores do ano, rendeu e foi muito bem cantado pelos componentes. A passagem da Unidos da Tijuca além de encantar, divertiu o público, uma das preocupações de Paulo Barros em todos os seus desfiles.

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