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Santa Cruz divulga enredo, sinopse e logo para o carnaval 2018

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Foto: Divulgação
Enredo: O VOO MÁGICO DA “ESPERANÇA”, QUEM ACREDITA, SEMPRE ALCANÇA.

DESCRIÇÃO DO ENREDO

ABERTURA

Tudo é uma questão de fé. A esperança e a caridade são uma consequência da fé. E essas três virtudes formam uma trindade inseparável. Não é a fé que sustenta a esperança de se verem cumpridas as promessas do Senhor? Porque se não tiverdes fé que esperareis? Por conseguinte, que amor?

A fé, divina inspiração de Deus, desperta todos os sentimentos que conduzem o homem ao bem, é a base da regeneração. Pregai pelo exemplo da vossa fé, afim de transmiti-las aos homens pelo exemplo das vossas obras, para que vejam o mérito da fé; pregai pela vossa inabalável esperança, para que tenham a confiança que fortifica e estimula a enfrentar todas as instabilidades da vida.

PRIMEIRO SETOR: CONTOS DE ESPERANÇA E MAGIA

Impossível assistir a qualquer conto de fadas sem se emocionar e refletir sobre a vida. Como seria a vida dos personagens de contos de fadas se estes vivessem no mundo real? Leia-se, aquele em que vivemos sem magia. Quando ficção e realidade se misturam literalmente, se pudesse resumir os contos de fadas em uma palavra certamente seria “Esperança”. A falta de magia equivale a ausência de amor para nós nos dias de hoje. Como fazer alguém acreditar em algo tão improvável como a magia?

Pousada sobre a coroa símbolo da Acadêmicos de Santa cruz, junto com uma revoada de esperanças, em um lindo chão de estrelas personagens e lugares mágicos serão o ponto de partida desta história que não nunca nos deixara perder à esperança e o amor, pois só enxergamos aquilo o que desejamos ver. “A Terra do Nunca” onde os meninos perdidos jamais crescem, “o País das Maravilhas” com Alice e o chapeleiro maluco, Oz da menina Dorothy na Cidade das esmeraldas, “o pote de ouro no fim do arco-íris” são fantasias onde os votos de esperança são o que mantém esses contos vivos. De forma semelhante a vida, aprendemos a dar valor a algumas coisas só depois que as perdemos. Isso quando aprendemos, porque algumas pessoas cometem os mesmos erros a vida toda. Quantas mortes ou fins poderiam ser evitados caso as pessoas acreditassem mais no amor? Talvez pela raridade é considerado a magia mais poderosa? Perdas também podem ser ganhos. A esperança seja talvez a luz no fim do túnel.

SEGUNDO SETOR AMULETOS

Somos daquelas pessoas que se sentem imensamente protegidas por símbolos e amuletos. Eles trazem um tipo de conforto irracional, a força que temos, mas que parece que não nos pertence, a tal “Esperança”. Ter na porta de casa um Buda ou usar um pingente das diversas Nossas Senhora nos leva acreditar que dias melhores virão, a quem não saia de casa sem antes dar aquela espiadinha no seu horóscopo.

Borboletas dentro de casa, trevo de quatro folhas, figa, ferradura… São muitos os amuletos que as pessoas costumam usar para se sentirem protegidas. Para os mais crentes nas virtudes do trevo, quem receber um de oferta, deverá retribuir e gerar seis trevos novos, multiplicando assim a sorte para todos os seus amigos e/ou entes mais queridos. A borboleta é considerada o símbolo da transformação, da felicidade, da beleza, da inconstância, da efemeridade da natureza, da renovação e até do espírito imortal, considerada também em vida o que se acreditava serem os três estágios diferentes da mesma em semelhança com os diferentes estágios da condição humana exemplo: lagarta crisálida e borboleta corresponderiam à vida, à morte e à ressureição. A Figa é um amuleto em forma de uma mão fechada, usada supersticiosamente como um sinal de proteção contra maus agouros, perigos, má sorte e forças maléficas muito usada em guias espirituais. E como esquecer do simples fato de tirar pétala por pétala de uma simples margarida? Mal me quer bem-me-quer, espera-se sempre que termine assim, é a Esperança.

TERCEIRO SETOR MISTICISMO E RELIGIÃO

A esperança é o estado em que se crê que aquilo que se deseja ou pretende é possível. Seja a partir de um fundamento lógico ou com base na fé, quem tem esperança considera que pode conseguir algo ou alcançar um determinado objetivo.

As pessoas tendem a agarrar-se à esperança quando se encontram em uma situação complicada. Nesses casos, a Esperança ajuda a não cair na depressão, já que o sujeito confia que as coisas irão melhorar rapidamente. Essa confiança age como estímulo e proporciona força e tranquilidade. Para a teologia cristã, a Esperança é a virtude que ajuda o homem a ter a confiança de alcançar a vida eterna com ajuda de Deus.

Apelar por crenças religiosas ou místicas é um costume mundial e principalmente brasileiro. Aquela que quer casar vai a Santo Antônio, é nas datas das festas juninas que São João e São Pedro também são bem requisitados com diversas simpatias e promessas. Quem quer pagar dívidas recorre a Santo Expedito, sem falar na curiosidade sobre tudo do passado, presente e futuro, aí as ciganas e suas cartas são as mais procuradas, além claro, do tradicional jogo de búzios. Sem esquecer da esperança de um ano melhor, aí as oferendas a Iemanjá são as mais procuradas no início do ano.

QUARTO SETOR: A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE.

A esperança acalma os ânimos e nos faz acreditar novamente, ela não escolhe classe social, pois é um sentimento que acompanha as pessoas, não importando credos nem etnias. Até mesmo os ateus pensam dessa forma: “fiz como lenha da esperança, uma fogueira imensa a queimar eternamente dentro de mim”.

Não faça da esperança uma muleta, mas sim seu instrumento de sobrevivência. Ouça a voz da sua consciência pedindo para que tenhamos esperança fazendo a vida florir pelos campos dos sonhos, pois a felicidade está logo ali. O que desejamos ao mundo são dias de tolerância e mesmo que preciso for de algum tipo de amuleto ou tirar a sorte em um realejo através de um pássaro verde, nunca percamos a fé, que move todos os melhores sentimentos que possam existir, e ainda que “a esperança seja a última que morre”, lembra-se: é ela também que nos dá sentido à vida. Pois o sonho assim como a esperança não pode acabar, basta querer alcançar.

Autor do enredo: Max Lopes

Pesquisa histórica: Claudio Armanni

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