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Tijuca teve problemas, mas criações de Paulo Barros voltaram a empolgar

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Terceira agremiação a se apresentar no primeiro dia de espetáculo do Grupo Especial, a Unidos da Tijuca, que luta pelo bicampeonato, embora não tenha feito o desfile impecável do ano passado, deixou a Passarela do Samba figurando entre as favoritas para voltar no desfile do Sábado das Campeãs.

No segundo enredo que fez encomendado por conta de patrocínio – que, ao contrário do ano passado, acabou não chegando aos cofres tijucanos – o carnavalesco Paulo Barros repetiu, no desfile que teve como tema a Alemanha, os momentos de criatividade que o consagraram, apesar do pouco tempo de trabalho no grupo de elite do Carnaval carioca.

Sempre muito aguardada, a comissão de frente voltou a surpreender, com os componentes representando Thor, o deus do trovão, com martelos flutuantes e ameaçando despencar do alto da alegoria que serviu de cenário para a apresentação. Presos por uma das pernas ao chão do carro, eles pareciam flutuar.  As novidades foram bem recebidas pelo público, que não economizou aplausos.

Em relação a fantasias e alegorias, a criatividade de Barros foi, mais uma vez, cercada de cuidados em relação ao acabamento, o que, num passado recente, era um dos trunfos que os críticos das ousadias do artista mais costumavam citar. As fantasias de Giovanna e Marquinhos, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, foi outra novidade que a escola mostrou. Com lâmpadas de LED, as roupas se iluminavam, alternando as cores da bandeiras da Tijuca e da Alemanha.

O som de trovões no carro abre-alas, que representava o “Reino de Odin”, também surpreendeu e agradou. Entre as alas, chamou a atenção, uma que tinha componentes, separados, carregando pedaços de alguma coisa indecifrável, a princípio. Quando se juntavam formavam um fusca, carro criado na Alemanha e que já foi o veículo mais popular do Brasil. O carro que representava os brinquedos com alusão aos bonecos Playmobil, criado na Alemanha, também chamou atenção. Na alegoria, havia um tobogã gigante onde alguns componentes escorregavam e mergulhavam numa piscina.

O samba foi bem cantado pela maioria dos componentes, ainda que sem a mesma vibração de desfiles anteriores da escola.

Mas a escola enfrentou problemas no trajeto entre a Concentração e a Praça da Apoteose. O abre-alas bateu na grade no início do desfile e passou com uma parte danificada.

Fotos: Riotur

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