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Unidos da Tijuca: Casagrande quer manter escrita de notas máximas dos últimos cinco anos

Por Diego Barreto

Nos últimos cinco anos ele e seus 272 ritmistas conquistaram todas as notas 10 válidas no quesito bateria. A excelência conquistada pela Unidos da Tijuca com a ‘Pura Cadência’ faz com que a ‘orquestra’ da escola do Morro do Borel seja uma das mais aguardadas da Sapucaí. Mestre Casagrande, que em 2015 completa oito anos no comando dos ritmistas, mantém a serenidade para continuar invicto no quesito. Definindo sua bateria como “educada musicalmente”, Casão revela um pouco do que fará na Avenida.

– A característica da nossa bateria é o equilíbrio de naipes. Uma bateria educada musicalmente, gostamos de tirar som, música de cada instrumento. Não adianta querer inventar firula, se o básico não é feito corretamente. Eu busco fazer o que é prático, pensando sempre no que vai ser melhor para a escola. Esse ano, teremos duas bossas e uma conversão com surdos de terceira.

Com fama de linha dura, Casagrande se revela um tanto ‘paizão’ ao falar da relação com seus ritmistas. Incentivador de novos talentos, ele conta que a maioria de sua bateria é formada por jovens da comunidade da escola.
– Eu sou exigente sim, porque busco o melhor. O fato de estarmos esses anos sem perder notas não pode nos fazer relaxar. Mas temos uma união muito grande na bateria, uma família. Faço ensaios com cada naipe, com o objetivo de aperfeiçoar cada ritmista. Todo anos damos oportunidades a novos ritmistas, esse ano serão uns 20 novos. Nossa bateria tem 80% dos componentes na comunidade da Unidos da Tijuca, a maioria de jovens.
Nascido no Borel, Casagrande completa neste Carnaval 36 anos de Unidos da Tijuca, destes, são 32 dedicados à bateria.

– Até chegar ao comando da bateria enfrentei muitas dificuldades. Assumi como diretor em 1989, convidado pelo Marçal, que era o mestre na época. Depois fiquei um tempo desfilando só como ritmista. Em 1999 o Celinho se tornou mestre e me convidou para ser auxiliar dele. Depois que ele precisou se afastar, em 2007, assumi o comando. Foi uma trajetória com obstáculos que precisaram ser superados – lembra Casagrande, que após o último carnaval recebeu uma proposta da Grande Rio para deixar a Unidos da Tijuca.

– Conversei com o presidente (Fernando Horta, da Unidos da Tijuca) e chegamos num acordo. Ainda não era o momento de sair. Tenho uma gratidão muito grande ao Horta e à Tijuca. Fiquei muito honrado com o convite da Grande Rio e agradeci de coração.

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Written by Redação TDS

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