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Vai começar a festa! Escolas da Serie A se apresentam hoje e amanhã na Sapucaí

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As alegorias recebem os últimos retoques na concentração, gente fantasiada começa a chegar de todos os cantos rumo ao sambódromo e o frio na barriga já aumenta. Daqui a pouco, às 21h45, começa a festa. Sete escolas da Série A abrem na noite desta sexta-feira a sequência de desfiles que colorirão a Sapucaí com o sonho do campeonato. Amanhã, serão mais sete. E no domingo e na segunda, será a vez de 12 agremiações do Grupo Especial tomarem a avenida.

Nas apresentações desta sexta e do sábado, um bom desfile já pode ser motivo de alegria para muito sambista. Mas para a escola, só um lugar interessa, o primeiro, que dá uma vaga entre as grandes ano que vem. Enquanto todas fogem também da última posição, que representaria o rebaixamento para a Série B e um adeus, pelo menos momentâneo, da Sapucaí, para desfilar em 2017 na Estrada Intendente Magalhães, em Campinho.

A primeira a entrar nessa disputa será uma escola que recentemente viveu os dois lados dessa moeda, a Acadêmicos da Rocinha, que já brigou na elite do carnaval em 1997 e 2006, mas que acaba de subir da Série B, após o campeonato no grupo ano passado. Para tentar reviver os momentos de glória do passado, o enredo da tricolor da Zona Sul em 2016 é “Nova Roma é Brasil, Brasil é Rocinha”, do carnavalesco Alex de Oliveira, ex-Rei Momo da folia carioca. E um detalhe deve chamar atenção: a escola tem duas musas fitness, Carol Porcelli e Isabella Cirne, e promete levar muita gente bonita e sarada para a avenida.

Logo depois, será a vez da Alegria da Zona Sul bater seus tambores para cantar “Ogum” no sambódromo. Alegorias com imagens fortes são uma das apostas da escola do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo. Mas promete leveza nas fantasias e nos carros para retratar o enredo. Em seguida, a briga esquenta com a Unidos do Porto da Pedra. O Tigre de São Gonçalo, pelo quarto ano seguido, tenta voltar ao Grupo Especial, agora com o carnavalesco Jaime Cezário e o enredo “Palhaço Carequinha, paixão e orgulho de São Gonçalo. Tá certo ou não tá?”.

Assim como na Rocinha, um corpo sarado também promete chamar atenção na escola. A vermelha e branca tem um muso, Fábio Alves, com 115 centímetros de glúteos. Mas não é só isso. A agremiação promete alegria. No final do desfile, por exemplo, será uma sequência de alas de palhaços, que prometem dar um colorido especial à apresentação.

Já a Acadêmicos de Santa Cruz, quarta a desfilar luta para voltar a fazer bons carnavais com o enredo “Diz mata! Digo verde. A natureza veste a incerteza. E o amanhã?”.

Logo em seguida vem a Unidos do Viradouro, rebaixada ano passado do Grupo Especial para a Série A. A escola aposta no enredo “O Alabê de Jerusalém, a saga de Ogundana!”, inspirado numa ópera de Altay Veloso. O desfile pretende ser um alerta pela tolerância religiosa na Sapucaí. Começa na África, passa pelo Egito e por Roma para, no fim, terminar com um pedido de paz, num setor todo em branco, fechado com uma alegoria da mesma cor.

Uma das favoritas, com um samba elogiado pela crítica, a vermelha e branca conta com um time que inclui o carnavalesco Max Lopes, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Marquinho e Giovanna e o diretor de bateria Paulinho.

À frente dos ritmistas, Raíssa Machado, que ano passado desfilou depois de dar à luz um bebê, agora tem um novo desafio: ela vai reger a bateria em alguns instantes da apresentação, com os mesmos movimentos de um mestre.

Já a sexta a desfilar, a Renascer de Jacarepaguá, entra na Sapucaí com um samba de Teresa Cristina, Moacyr Luz e Claudio Russo e o enredo “Ibejís – Nas brincadeiras de criança: os orixás que viraram santos no Brasil”. Ao levar suas alegorias para a Cidade do Samba, poucos dias atrás, por conta da logística para levar os carros para o sambódromo, a vermelha e branca surpreendeu com a qualidade do trabalho do carnavalesco Caribé. Num dos carros, por exemplo, ele utilizou saquinhos de doces de São Cosme e Damião para a decoração. Em outro, esculturas de arte africana chamam a atenção.

Fechando a noite, o Império da Tijuca virá com o enredo “O tempo ruge, A Sapucaí é grande e o Império aplaude o Felomenal!”, homenagem a José Wilker. O desfile promete ser uma viagem pela carreira do ator e diretor, que morreu em 2014. O principal personagem que será lembrado será Giovanni Improtta, um presidente de escola de samba na novela “Senhora do Destino”, da TV Globo. Mas não será o único. Vadinho, de “Dona Flor e seus dois maridos”, e Mundinho Falcão, de “Gabriela”, serão alguns dos tipos de Wilker que passarão pela avenida.

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